É muito importante entender que quem sofre de hipertensão  arterial terá que fazer seu controle por toda a vida, visto que, na grande  maioria das pessoas (95%), não se consegue descobrir sua causa. De todos esses casos, felizmente, a grande maioria (90%)  apresentará hipertensão leve, ou seja, fácil de controlar e tratar.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da hipertensão arterial é estabelecido pelo  encontro de níveis tensionais acima dos limites superiores da normalidade  (140/90 mmHg) quando a pressão arterial é determinada através de metodologia  adequada e em condições apropriadas.

Quando for medir sua pressão,  esteja certo de:
– Não estar com a bexiga cheia;
– Não ter praticado exercícios físicos;
– Não ter ingerido bebidas alcoólicas, café, alimentos, ou  ter fumado até 30 minutos antes da medida;
– Relaxar bem o braço;
– Não falar durante o procedimento;
– Ter descansado por 5 a 10 minutos, sentado  em ambiente calmo e com temperatura agradável;

Toda pessoa que controla sua pressão arterial deve fazê-lo ao menos mensalmente  e, de 6 em 6 meses, consultar-se com seu médico para checar a medicação.

CLASSIFICAÇÃO DIAGNÓSTICA DA  HIPERTENSÃO ARTERIAL

 

A – Adultos (maiores de 18 anos)

PAD (mm Hg)

PAS (mm Hg)

Classificação

< 85

< 130

- Normal

85-89

130-139

- Normal Limítrofe

90-99

140-159

- Hipertensão Leve (estágio 1)

100-109

160-179

- Hipertensão Moderada (estágio 2)

> 110

> 180

- Hipertensão Grave (estágio 3)

< 90

> 140

- Hipertensão Sistólica Isolada

B – Crianças e Adolescentes

Valores da PA Sistólica e Diastólica Classificação
Menores que o percentil 90 Normal
Entre os percentis 90 e 95 Normal Limítrofe
Maiores que o percentil 95 Hipertensão Arterial

Os valores dos percentis 90 e 95 da pressão arterial para cada faixa etária são normalizados para o percentil da estatura da criança e adolescente.

Exame Físico:

No exame físico, devem constar:

– A medida do Índice de Massa Corporal (IMC = peso/[altura]²), pois o sobrepeso e a obesidade podem ser causas secundárias de hipertensão arterial;
– A medida da pressão arterial duas ou mais vezes.  Em maiores de 65 anos deve ser medida sentado e em pé;
– O exame de fundo de olho. O encontro de lesões oculares requer maiores cuidados no tratamento;
– Procura de sopros carotídeos (ausculta do pescoço) e de sopros abdo- minais e inguinais;
– Ausculta cardíaca;
– Exame neurológico sumário.

Como medir o IMC (Índice de massa corpórea)?

Exames Complementares:

Devem ser realizados ao menos uma vez ao ano e sua freqüência será estabelecida de acordo com os resultados. São eles:

– Urina simples;
– Glicemia de jejum;
– Sódio e potássio;
– Creatinina;
– Colesterol total, HDL e Triglicerídeos;
– Hemograma;
– Eletrocardiograma de repouso.

Muitos outros exames podem ser necessários para uma melhor avaliação, tais como o ecocardiograma, o teste ergométrico, ultra-sons, tomografias, cintilografias, ressonâncias magnéticas, duplex scans. O médico especialista saberá identificas a necessidade de cada um destes exames complementares.

TRATAMENTO

O tratamento vai depender não somente dos níveis de pressão arterial, mas também da co-existência de fatores de risco e de lesões em outros órgãos do corpo.

Fatores de Risco Maiores:

– Tabagismo
– Dislipidemia
– Diabetes Mellitus
– Idade acima de 60 anos
– Sexo: homens ou mulheres pós-menopausa
– História familiar de doença cardiovascular em mulheres com menos de 65 anos e em homens com menos de 55 anos.

Medidas comprovadamente eficazes:

– Redução do peso corporal;
– Redução da ingestão de sódio;
– Maior ingestão de alimentos ricos em potássio (feijões, ervilha, vegetais de cor verde-escuros, banana, melão, cenoura, beterraba, frutas secas, tomate, batata inglesa e laranja);
– Redução do consumo de bebidas alcoólicas;
– Exercícios físicos aeróbicos regulares (30 min. de caminhadas diárias);

Medidas associadas:

– Parar de fumar;
– Controlar o colesterol;
– Promover suplementação de cálcio;
– Controlar o Diabetes;
– Promover uma dieta rica em fibras;
– Adotar medidas antiestresse (meditação, massagem, ioga, tai chi chuan, pescaria, trabalhos manuais, trabalhos voluntários, etc);
– Evitar drogas que elevem a pressão: (antiinflamatórios,anticoncepcionais,antidepressivos, anti-histamínicos, cocaína, moderadores de apetite, etc).

Princípios gerais da dieta:

– Adotar uma dieta baixa em calorias, balanceada, evitando o jejum e as dietas “milagrosas”;
– Consumir menos de 300 mg de colesterol por dia. O consumo de gorduras saturadas não deverá a ultrapassar a 10% do total de gorduras ingeridas;
– Redução do consumo de sal a menos de 6g/dia (1 colher das de chá);
– Evitar açúcar e doces;
– Preferir ervas, especiarias e limão para temperar os alimentos;
– Ingerir alimentos cozidos, assados, grelhados ou refogados;
– Utilizar alimentos ricos em fibras (grãos, frutas, cereais integrais, hortaliças e legumes preferencialmente crus);
– Evitar: alimentos industrializados (ketchup, mostarda, shoyo, caldos concentrados ); embutidos (salsicha, mortadela, lingüiça, presunto, salame, paio); conservas (picles, azeitona, aspargo, palmito);enlatados (extrato de tomate, milho, ervilha ); bacalhau, charque, carne seca e defumados; aditivos (glutamato monossódico) utilizados em alguns condimentos e sopas empacotadas; queijos em geral;

Evitar alimentos ricos em colesterol e/ou gorduras saturadas:

– Porco (banha, carne, bacon, torresmo);
– Leite integral, creme de leite, nata, manteiga;
– Lingüiça, salame, mortadela, presunto, salsicha, sardinha;
– Frituras com qualquer tipo de gordura;
– Frutos do mar (camarão, mexilhão, ostras);
– Miúdos (coração, moela, fígado, miolos, rim);
– Pele de frango, couro de peixe;
– Dobradinha, caldo de mocotó;
– Gema de ovo e suas preparações;

DICA IMPORTANTE PARA HIPERTENSOS

Quando um médico lhe prescreve um medicamento, você deve tomá-lo rigorosamente conforme foi prescristo, observando as doses, números de tomadas diárias e os horários. Nunca abandone o tratamento, ele é para o resto da vida. Pode ser que com o tempo você tome outro medicamento ou até mesmo lhe seja recomendado um tratamento sem medicamentos, mas isso uma decisão que somente seu médico poderá tomar. O tratamento estará mantendo ou melhorando sua qualidade de vida. Portanto consulte sempre seu médico.

Perguntas importantes que você pode e deve fazer ao seu médico

1 – O que é pressão alta?
2 – Qual o nível da minha pressão?
3 – Devo fazer verificação da minha pressão em casa?
4 – O que pode me acontecer se eu não tratar a pressão alta?
5 – Quais os efeitos colaterais do tratamento?

———————————————————————————–
Fontes:

III CONSENSO BRASILEIRO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL
Sociedade Brasileira de Hipertensão
Sociedade Brasileira de Cardiologia
– Departamento de Hipertensão Arterial Sociedade Brasileira de Nefrologia
– Departamento de Hipertensão Arterial Biolab Cardio

Mais informações acesse também:
www.cardiol.br
www.sbn.org.br
www.sbh.org.br

3 Comentários

  1. 1-1-2015

    Ai no meu caso o que me irritava muito era a dor nas costas, passei por bocados bem duras por causa das fortissimas dores de h

  2. 1-5-2015

    Ai nem me diga de dor cervical, passei por coisas bem dif

  3. 1-6-2015

    No meu caso o que me deixou acabada foi uma pequena protus

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>